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Intercâmbio
08/fev/2012

Da lomo ao Instagram: a velha-nova fotografia

Sabia que boa parte das ima­gens que vemos em redes soci­ais como Twit­ter e Face­book sofrem ‘inter­fe­rên­cias’ esté­ti­cas de apli­ca­ti­vos como Ins­ta­gram e Hips­ta­ma­tic? E você sabia que boa parte dessa nova onda de inte­resse por foto­gra­fia bebe das influên­cias da velha e boa foto­gra­fia digital?

Esse foi o tema do pai­nel ‘Foto­gra­fia 2.0 — O novo velho novo’, com Ricky Arruda e Bruno Sigueira. Efei­tos e ruí­dos (como vaza­mento de luz, uti­li­za­ção do ISO) que hoje são cri­a­dos arti­fi­ci­al­mente nas ima­gens atra­vés de fil­tros eram antes pro­du­zi­dos no momento da cap­tura do qua­dro ou logo depois, na reve­la­ção e ampli­a­ção da foto.

Rick, inclu­sive, fala que a limi­ta­ção do rolo com 36 poses fazia com que o fotó­grafo pen­sasse mais na com­po­si­ção, na luz, na aber­tura do obtu­ra­dor. Hoje, impera o que chama de “dedo ner­voso” — que vem da van­ta­gem de se ter grande capa­ci­dade de arma­ze­na­mento. Já Bruno sali­enta que são expe­ri­ên­cias difen­tes e inte­res­san­tes, por­que na foto­gra­fia digi­tal há pouco espaço para o ines­pe­rado — mas o resul­tado é imediato.