Sabia que boa parte das imagens que vemos em redes sociais como Twitter e Facebook sofrem ‘interferências’ estéticas de aplicativos como Instagram e Hipstamatic? E você sabia que boa parte dessa nova onda de interesse por fotografia bebe das influências da velha e boa fotografia digital?
Esse foi o tema do painel ‘Fotografia 2.0 — O novo velho novo’, com Ricky Arruda e Bruno Sigueira. Efeitos e ruídos (como vazamento de luz, utilização do ISO) que hoje são criados artificialmente nas imagens através de filtros eram antes produzidos no momento da captura do quadro ou logo depois, na revelação e ampliação da foto.
Rick, inclusive, fala que a limitação do rolo com 36 poses fazia com que o fotógrafo pensasse mais na composição, na luz, na abertura do obturador. Hoje, impera o que chama de “dedo nervoso” — que vem da vantagem de se ter grande capacidade de armazenamento. Já Bruno salienta que são experiências difentes e interessantes, porque na fotografia digital há pouco espaço para o inesperado — mas o resultado é imediato.